Aquele que ouve é capaz de controlar o comportamento daquele que fala. Será?

Falar o tempo todo não é sinônimo de bom comunicador. Podemos nos comunicar bem falando pouco ou apenas ouvindo.
Saber ouvir o outro é uma habilidade necessária e que deve ser desenvolvida para os bons relacionamentos e para os bons resultados. Porém, não basta ouvir, é preciso Escutar Ativamente, ou seja, ter a empatia de colocar-se no lugar do outro para captar suas mensagens e sentimentos. Assim, é possível definir assertivamente o que se vai dizer.

Você sabia que apenas ouvindo podemos controlar o comportamento de quem está falando?

Sem dizer nada, apenas ouvindo, fazemos uso de comportamentos corporais e expressões faciais que podem estimular ou inibir o falante.

Se quiser “apressar” o falante, experimente: ficar olhando no relógio, ler mensagens no celular, fixar seu olhar em outra coisa, arrumar os papeis ou movimentar energicamente os dedos sobre sua mesa de trabalho. Já, se quiser que ele fale por mais tempo, olhe em seu rosto, mantenha-se parado e tranquilo, deixe o semblante neutro (sem demonstrar suas emoções sobre o que ele está dizendo), balance suavemente a cabeça ou, se estiverem em uma mesa, incline seu corpo para frente aproximando-se de seu interlocutor. Repare, que não será preciso dizer qualquer palavra para controlar a fala do outro.

Ouvir com atenção aproxima as pessoas
Dave Isay, fundador da Storycorps, tem se dedicado a ouvir, registrar e formar um banco de dados com milhares de histórias contadas por seus próprios personagens. Sua experiência tem constatado que ouvir estreita e fortalece os vínculos, gera cumplicidade e faz o falante se sentir valorizado e respeitado.

Às vezes é necessário filtrar a fala do outro
O discurso do outro pode ser agressivo ou desagradável e, em muitas circunstâncias, não há como evitar. Filtrar este conteúdo, antes que nos faça mal, é um recurso precioso. O líder espiritual Thich Nhat Hanh considera a compaixão o melhor filtro para se aplicar à escuta, pois protege o ouvinte e alivia o falante. Para ele, ter compaixão é ouvir sem julgamentos.
Bons ouvintes são também mais ouvidos
Aqueles que se dedicam a ouvir os outros levam uma vantagem sobre aqueles que falam em excesso: costumam ser mais escutados quando forem falar. Está é uma grande oportunidade a ser aproveitada. Após ouvir, você tem a possibilidade de expor suas próprias ideias e também ser escutado com interesse.
O fato é que, mais que uma estratégia de comunicação, escutar ativamente é um ato de doação e de amor ao próximo. Toda generosidade é revertida de alguma outra forma e neste caso sempre há algo de novo a aprender ao ouvir as pessoas. Seja um bom ouvinte!

Um abraço,
Ana Claudia

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