Como expressar a própria opinião sem se indispor?

Existem cinco tipos de pessoas.

1.As que expressam suas opiniões, doam a quem doer.

2. As que não expressam para não magoar ninguém e vivem guardando isso para si.

3. As que dizem o que pensam e arcam com as consequências.

4. As que não tem necessidade de expor o que pensam.

5. As que expõem suas opiniões com assertividade.

Em qual dessas categorias você se encontra?

Penso que as opções 4 e 5 são muito desejadas pela maioria. Todos nós queremos ser aceitos por expressar o que pensamos. Na verdade, todos merecemos isso. Contudo, dizer o que pensamos requer assertividade e para isso há que se desenvolver uma postura assertiva na comunicação.

Não vejo vantagem na opção 1. Realizar o desejo de expor o que pensa, ferindo outra pessoa é no mínimo maldoso e egoísta. Penso sempre que a cordialidade é uma virtude que devemos cultivar. Não precisamos gostar de todas as pessoas, mas também não precisamos nos indispor com quem não gostamos ( e há ainda quem se indisponha com quem gosta). Isso gera desgaste e não vale a pena.

Calar-se também não é uma boa escolha, pois nossa opinião pode influenciar e contribuir com um relacionamento, com uma resolução de um problema ou trazer inovações.

Falar e sofrer com o feddback ou com a devolutiva, não é lá muito justo. Pessoas que pensam assim em breve se enquadrarão na categoria 3, ou seja, possivelmente se calarão.

Em alguns momentos, muitos de nós vemos fatos, observamos, não sentimos necessidade de emitir qualquer opinião e ainda assim ficamos em paz. Ficar em paz é o máximo! Mas se toda vez escolhermos o silêncio, acabamos por nos isolarmos e isso também traz suas consequências.

Escolha a assertividade

Ser assertivo é encontrar o ponto de equilíbrio entre eu e o outro, entre o passivo e o agressivo. É assumir a própria opinião respeitando os valores, o nível de compreensão e as emoções do outro. Como fazer isso? Seguem algumas estratégias.

a) Procure pontos incontestáveis na visão de vocês e que tenham a ver com o assunto. Frases como: “o abandono de crianças é muito triste”, “a pandemia tem sido devastadora” ou ” ninguém merece viver num ambiente de violência” são verdades incontestáveis, ou seja, há uma grande chance do outro concordar com você e ambos ficarem do mesmo lado. Isso facilita qualquer inicio de diálogo.

b) Faça uma análise objetiva da situação descreva os fatos como são sem emitir sua própria opinião. Se o fato foi narrado por uma terceira pessoa ou apresentado pela mídia, cabe ressaltar que o fato esta chegando até vocês com o filtro, a edição, a interpretação e a intenção dessa outra fonte. Lembre-se: emitir opinião de algo que você não presenciou requer fontes idôneas e confiáveis. Ainda sim, vocês não presenciaram o fato. (É tanta gente defendendo informação que não checou se a fonte é fidedigna e se vale a pena… Aff. )

c) Agora é a hora de você dizer sua opinião pessoal, mas para isso considere previamente o que pode “atacar o outro” e, naturalmente, evite fazer isso. Se você sabe que a outra pessoa é defensora de um ponto de vista e você defende o oposto, inicie a fala com frases que amenizem o contra-ataque do outro, por exemplo: “olha, acho que você pensa diferente de mim nesse aspecto, mas eu entendo como xyz”, “talvez você fique chateado, mas penso um pouco diferente de você em xyz” ou ainda apele para o bom humor dizendo “agora você vai querer brigar comigo, mas”. Antecipe para o outro o que ele provavelmente sentiria e veja o quanto a intensidade disso diminui com essa estratégia.

d) Lembre-se o que fere o outro não é a sua opinião verbal, isso em pesquisa representa 7% da relevância do discurso. O que fere o outro é aquilo que você não diz, mas que ele “lê” na forma que você está dizendo, através das suas expressões faciais, seu tom de voz, sua gesticulação e sua postura ao se comunicar. Pesquisas destacam a relevância da voz e da comunicação não verbal totalizando 93% no impacto da informação. É mais ou menos assim, se for dizer não, diga com voz e cara de “sim”.

e) Encerre com uma busca em comum em que um precisará da ajuda do outro. Peça ajuda, sugestões e demonstre que quer entender a forma de pensar do outro. Deixe o outro entender que está contribuindo com você. Ouça, sempre há algo de novo a aprender. A frase “vamos conversar mais sobre isso num outro dia” fecha o diálogo um laço de fita.

Fazer o outro sentir-se importante é um excelente caminho nas relações humanas. Todos amamos ter a sensação que somos ou fomos importantes para alguém. Pena que muitos desconhecem essa chave de ouro e tentam a todo tempo mostrar que eles ou suas opiniões são mais fortes e poderosas.

Quem ajuda o outro a brilhar é porque tem luz suficiente a ponto de poder dividir o próprio brilho. O nome dessa luz? Assertividade.

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