Falar em público: o medo surge na escola

Onde mesmo surgem as primeiras necessidades de falar em público? Acertou quem disse na escola.

Aprendemos a falar no ambiente familiar, com as pessoas que nos cercavam e com a finalidade de interagirmos nas situações práticas do dia a dia. Sendo assim, aprendemos naturalmente “imitando” aqueles que falavam conosco.

Falar para plateia não fazia parte da vida até entrarmos na escola

A escola, entre muitas outras coisas, nos mostra as primeiras regras de convívio social e práticas comunicativas fora do ambiente familiar. Por meio das rodas de conversa, leitura em voz alta, exposição do ponto de vista, chamada oral, apresentação de trabalhos, levantar o braço para perguntar e tantas outras práticas de oralidade, vamos nos dando conta que temos que organizar nossa fala e que há muitos a nos ouvir. Então, nessa hora, o coração acelera, a adrenalina sobe e o rosto fica vermelho, pois nossa rotina não nos preparou para tal realidade.

Os anos escolares devem ser melhor aproveitados

A escola tem plateia, espaço, recursos multimídia e motivos de sobra para aprender a falar em público. E, ainda mais, perde-se muito pouco se o rendimento não for satisfatório, diferentemente de um profissional. Pode-se, também, arriscar muitas vezes ao longo de todos os  anos de escola e universidade até se obter desenvoltura.

A escola tem uma grande preocupação com o desenvolvimento da escrita, conferindo uma importância maior ao ato de escrever do que ao de falar. Contudo, a maior parte das relações humanas acontece através da fala. Saber escrever e compreender um bom texto é importantíssimo, não estou contestando, mas saber utilizar a comunicação oral em diversos contextos é também fundamental.

As regras da escrita não servem para a oralidade, assim como vice-versa. Portanto, não dá para aprender a falar em público apenas com os conhecimentos da escrita, é preciso de conhecimento específico. No entanto, nem mesmo os professores, mestres da comunicação em público, tiveram em seus cursos de formação as orientações para fazer e para ensinar.

Então, surge o medo

Diante de tantas necessidades e pouca orientação, surge a insegurança que, se não for melhor conduzida, irá se instalar e ali fazer sua morada.

Quantos seguem na vida adulta, tendo passado por todo processo educacional, recusando oportunidades de se expor em público e assim perdendo oportunidades de contribuir, influenciar, negociar e de compartilhar suas ideias com outras pessoas.

Falar diante de uma plateia é uma situação formal, exige planejamento, orientação e metodologia e isso deve renascer na cultura escolar. Por que renascer? Porque na antiguidade a oratória era uma disciplina curricular, pois convencer alguém  necessitava de uma boa fala. E hoje, em tempos de mídias digitais? Acredito que diante de novos contextos os jovens estão falando cada vez mais, mas por falta de orientação acabam por se inspirar em quem são seus ídolos, que muitas vezes também não tiveram tal preparo.

A comunicação verbal ainda continua muito em alta, porém a qualidade não deve ser abandonada.

Abraço,

Ana

 

 

 

 

 

 

 

Palavrões: pense bem antes de usar

Tem gente que fala pouco. Tem gente que fala muito. Há os que não falam e há os que pensam. Porém, vira e mexe sempre se ouve alguns por aí.

Os “palavrões”, embora estejam na boca do povo, são palavras vulgares. Evoluíram ao longa da história e na atualidade estão associados a excrementos, partes do corpo e comportamento sexual.

Muitos usos

Tais palavras são usadas para chocar e para exteriorizar emoções boas ou ruins. Contudo, revelam opiniões, valores e qualificam os fatos. Podem também ser usadas para ofender, expressar indignação, alegria e fúria.

Nem sempre afastam os interlocutores. Entre amigos são comumente usadas como forma de interagir e divertir.  Não geram impacto negativo em grupos sociais muito controlados, ou seja, grupos em que você tem certeza da reação não ofensiva que poderá provocar no outro.

Diante de múltiplos usos, convém ressaltar que são próprios de situações informais– aquelas que você não tem preocupação com planejamento nem objetivos relevantes a atingir.

Situações formais

Situações formais pedem cuidado e atenção com o vocabulário. Palavras, construções frasais e expressões verbais são elementos reveladores da essência daquele que fala. Naturalmente, nesses contextos, um dos objetivos é transmitir uma imagem impactante e positiva, sendo assim, palavrões não contribuem.

Em geral, é um comportamento muito focado no emissor. Chega a ser, digamos individualista. Invade o espaço alheio, pois desconsidera o cuidado com quem ouve.  Entretanto, a comunicação eficaz deve ter o foco na relação entre ambos e não em apenas uma das partes.

Usar palavrões em situações formais, com a intenção de demonstrar comportamento casual e descontraído, é arriscado pois, frequentemente, não agrada a todos.

O comportamento comunicativo formal, não me refiro ao estilo rebuscado e erudito, mas ao uso em que se preza pela elegância verbal, vocabulário de teor neutro, simplicidade e cordialidade, é uma forma muito assertiva de interação.

Seja versátil

Torne sua comunicação o mais funcional possível. Seja capaz de transitar por diversos grupos sociais adequando suas mensagens, isso o fará colher os melhores resultados.

Desligue o piloto automático, use a atenção plena para se comunicar e lembre-se: para todo “palavrão” há um sinônimo mais elegante.

Abraço,

Ana

<a href=’https://www.freepik.com/free-photo/young-hipster-man-doin