Falar em público: 15 sinais que depõem contra o apresentador

Falar em público é um grande desafio para muitas pessoas. Envolve preparo técnico e preparo emocional. É normal sentir aquele frio na barriga, a adrenalina subir e o coração disparar. Contudo, o apresentador deve desenvolver o domínio de seu autocontrole para que estas sensações não comprometam sua performance e seus objetivos.

Veja os sinais negativos que a platéia identifica no apresentador, mas lembre-se que todos podem ser superados com treino adequado e perseverança.

1.Voz instável: principalmente trêmula e sem firmeza.

2. Falar muito rápido.

3. Falar sem ênfases: sem destacar as palavras mais importantes dentro da mensagem.

4. Falar muito baixo.

5. Gaguejar: repetir a primeira sílaba da palavra ou hesitar antes de dizer a palavra.

6. Não olhar para a plateia ou fixar-se em algo/alguém: ficar olhando para o teto, para o chão ou somente para as mesmas pessoas.

7. Excesso de “muletas verbais”: repetir com freqüência palavras, com e sem significado, que preenchem os espaços de silêncio como: “né”, “an”, “ok”, “entende”, “hum” e outras.

8. Excesso de informações em curto espaço de tempo: falar apressadamente muitos detalhes a respeito do conteúdo demonstra falta de objetividade.

9. Necessidade de ler o que irá dizer numa apresentação: indica falta de familiaridade com o assunto ou de autoconfiança. Leitura em voz alta é outra modalidade de discurso e requer cuidados e treinos específicos.

10. Grandes períodos de pausa: pausas muito longas podem estar associadas ao branco da memória. A pausa é um excelente recurso dentro do discurso, que o orador deve desenvolver, porém, precisa ser bem construída.

11. Expressão facial tensa: demonstrando desconforto ou constrangimento em estar presente nesta situação.

12. Comportamento corporal repetitivo e descontextualizado: mexer no cabelo, passar a mão no nariz, estalar os dedos, ficar ajeitando a roupa e outros.

13. Postura corporal tensa: braços e pernas acomodados ou movimentando-se muito próximos ao eixo corporal; escorar-se na parede ou em algum móvel.

14. Respiração incoordenada: ofegante e curta.

15. Dicção imprecisa: quando não se compreende a palavra pronunciada.

Alguns sinais são fisiológicos e, portanto, inevitáveis. Suor, rubor, boca seca, piscar demais e tremor: estes são sinais que a plateia identifica como comportamentos de tensão do apresentador, porém podem ser facilmente aceitos se forem compensados pelo controle de outros aspectos vocais, comunicativos e corporais.

Se alguns destes sinais estiverem presentes em suas apresentações, fique atento. Há inúmeros recursos para ajudá-lo a superar estas dificuldades e torná-lo um apresentador autoconfiante e expressivo.

Abraço,

Ana

*artigo originalmente publicado em https://medium.com/@anaclaudiacorso em maio/2017 e revisado para http://www.anaclaudiacorso.com

Falar em público: o medo surge na escola

Onde mesmo surgem as primeiras necessidades de falar em público? Acertou quem disse na escola.

Aprendemos a falar no ambiente familiar, com as pessoas que nos cercavam e com a finalidade de interagirmos nas situações práticas do dia a dia. Sendo assim, aprendemos naturalmente “imitando” aqueles que falavam conosco.

Falar para plateia não fazia parte da vida até entrarmos na escola

A escola, entre muitas outras coisas, nos mostra as primeiras regras de convívio social e práticas comunicativas fora do ambiente familiar. Por meio das rodas de conversa, leitura em voz alta, exposição do ponto de vista, chamada oral, apresentação de trabalhos, levantar o braço para perguntar e tantas outras práticas de oralidade, vamos nos dando conta que temos que organizar nossa fala e que há muitos a nos ouvir. Então, nessa hora, o coração acelera, a adrenalina sobe e o rosto fica vermelho, pois nossa rotina não nos preparou para tal realidade.

Os anos escolares devem ser melhor aproveitados

A escola tem plateia, espaço, recursos multimídia e motivos de sobra para aprender a falar em público. E, ainda mais, perde-se muito pouco se o rendimento não for satisfatório, diferentemente de um profissional. Pode-se, também, arriscar muitas vezes ao longo de todos os  anos de escola e universidade até se obter desenvoltura.

A escola tem uma grande preocupação com o desenvolvimento da escrita, conferindo uma importância maior ao ato de escrever do que ao de falar. Contudo, a maior parte das relações humanas acontece através da fala. Saber escrever e compreender um bom texto é importantíssimo, não estou contestando, mas saber utilizar a comunicação oral em diversos contextos é também fundamental.

As regras da escrita não servem para a oralidade, assim como vice-versa. Portanto, não dá para aprender a falar em público apenas com os conhecimentos da escrita, é preciso de conhecimento específico. No entanto, nem mesmo os professores, mestres da comunicação em público, tiveram em seus cursos de formação as orientações para fazer e para ensinar.

Então, surge o medo

Diante de tantas necessidades e pouca orientação, surge a insegurança que, se não for melhor conduzida, irá se instalar e ali fazer sua morada.

Quantos seguem na vida adulta, tendo passado por todo processo educacional, recusando oportunidades de se expor em público e assim perdendo oportunidades de contribuir, influenciar, negociar e de compartilhar suas ideias com outras pessoas.

Falar diante de uma plateia é uma situação formal, exige planejamento, orientação e metodologia e isso deve renascer na cultura escolar. Por que renascer? Porque na antiguidade a oratória era uma disciplina curricular, pois convencer alguém  necessitava de uma boa fala. E hoje, em tempos de mídias digitais? Acredito que diante de novos contextos os jovens estão falando cada vez mais, mas por falta de orientação acabam por se inspirar em quem são seus ídolos, que muitas vezes também não tiveram tal preparo.

A comunicação verbal ainda continua muito em alta, porém a qualidade não deve ser abandonada.

Abraço,

Ana

 

 

 

 

 

 

 

Palavrões: pense bem antes de usar

Tem gente que fala pouco. Tem gente que fala muito. Há os que não falam e há os que pensam. Porém, vira e mexe sempre se ouve alguns por aí.

Os “palavrões”, embora estejam na boca do povo, são palavras vulgares. Evoluíram ao longa da história e na atualidade estão associados a excrementos, partes do corpo e comportamento sexual.

Muitos usos

Tais palavras são usadas para chocar e para exteriorizar emoções boas ou ruins. Contudo, revelam opiniões, valores e qualificam os fatos. Podem também ser usadas para ofender, expressar indignação, alegria e fúria.

Nem sempre afastam os interlocutores. Entre amigos são comumente usadas como forma de interagir e divertir.  Não geram impacto negativo em grupos sociais muito controlados, ou seja, grupos em que você tem certeza da reação não ofensiva que poderá provocar no outro.

Diante de múltiplos usos, convém ressaltar que são próprios de situações informais– aquelas que você não tem preocupação com planejamento nem objetivos relevantes a atingir.

Situações formais

Situações formais pedem cuidado e atenção com o vocabulário. Palavras, construções frasais e expressões verbais são elementos reveladores da essência daquele que fala. Naturalmente, nesses contextos, um dos objetivos é transmitir uma imagem impactante e positiva, sendo assim, palavrões não contribuem.

Em geral, é um comportamento muito focado no emissor. Chega a ser, digamos individualista. Invade o espaço alheio, pois desconsidera o cuidado com quem ouve.  Entretanto, a comunicação eficaz deve ter o foco na relação entre ambos e não em apenas uma das partes.

Usar palavrões em situações formais, com a intenção de demonstrar comportamento casual e descontraído, é arriscado pois, frequentemente, não agrada a todos.

O comportamento comunicativo formal, não me refiro ao estilo rebuscado e erudito, mas ao uso em que se preza pela elegância verbal, vocabulário de teor neutro, simplicidade e cordialidade, é uma forma muito assertiva de interação.

Seja versátil

Torne sua comunicação o mais funcional possível. Seja capaz de transitar por diversos grupos sociais adequando suas mensagens, isso o fará colher os melhores resultados.

Desligue o piloto automático, use a atenção plena para se comunicar e lembre-se: para todo “palavrão” há um sinônimo mais elegante.

Abraço,

Ana

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Como falar em público quando se tem vergonha?

Essa sempre foi a pergunta que me inspirou e motivou todas as descobertas que tenho feito.  Como era envergonhada, mas com um desejo enorme de superar, sempre quis saber as melhores alternativas para quem sofre desse desconforto.

Em primeiro lugar, você deve responder às perguntas:

  • Você realmente deseja falar em público?
  • Isso é importante para você?
  • Está disposto a assumir esse desafio?

Se todas as respostas forem “sim”, ótimo. Continue lendo esse artigo.

Entender o motivo da vergonha

Compreender qual a razão de sentir-se envergonhado nessa situação é o ponto de partida. Várias podem ser as razões, como: falta de confiança em si, excesso de preocupação com o julgamento do outro, despreparo técnico, problemas específicos com relação à fala, falta de recursos de autocontrole, crenças limitantes, experiências anteriores negativas e outros. É preciso detectar a causa e desenvolver mecanismos para solucioná-la.

Introvertidos e tímidos

Dois perfis comportamentais tendem a sentir-se menos à vontade para falar em público. Os introvertidos são pessoas que gostam de permanecer em ambientes silenciosos, na companhia de pequenos grupos e concentrados em atividades  que exigem foco e tranquilidade, porém não têm dificuldades para manifestar suas opiniões, apenas preferem situações de menor exposição. Já os tímidos têm maiores dificuldades de sociabilizar e se expor representa sofrimento, o que pode ser minimizado com suporte psicológico.

Estratégias úteis para obter autoconfiança

Treinar é excelente para desenvolver autoconfiança e habilidade. É o segredo dos campeões e dos bem-sucedidos nas apresentações em público.

Estruture adequadamente e treine seu discurso externo, aquele que o público irá receber. Repita sua fala diversas vezes organizando a melhor forma de dizer suas ideias. Clareza, coerência, simplicidade, bom conteúdo, pronúncia correta, boa qualidade vocal e bom uso das regras da língua  devem estar presentes nesse treino.

Dê também a devida atenção ao seu discurso interno, ou seja, ao que você fala para si mesmo. Nele está uma grande chave para o autocontrole. Técnicas como meditação, repetir mentalmente frases incentivadoras, manter o foco, evitar pensamentos destrutivos e escolher pensamentos encorajadores ajudam muito.

É difícil para muitos

Não se intimide ao ver o público. Fácil é estar sentado confortavelmente na poltrona da plateia.  O palco é tenso para muitos. Um desafio que só quem encara conhece.  Não há receita milagrosa. Obtenha confiança em si a partir do autoconhecimento, planejamento,  preparo e da qualidade do seu conteúdo. Não pense que estará ali para ser analisado. Pense que seu papel será estar a serviço do bem.

Vencer significa atingir os objetivos que se propôs e isso requer trabalho.

Abraço,

Ana

 

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Professor: 15 dicas de cuidados com a VOZ

Cada professor tem um tipo de exigência vocal conforme sua disciplina,  faixa etária de seus alunos, ambiente de trabalho, comportamento de seus alunos, carga horária… Tudo isso, aliado à falta de preparo vocal para exercer a profissão, torna o professor o profissional  que mais sofre com doenças vocais, as Disfonias.

Para ajudar a protegê-los, seguem 15 dicas importantes:

1.Alternar períodos de fala e períodos de silêncio

Organizar as aulas de modo que não precise falar o tempo todo. Estimule a fala dos alunos, pesquisas e outras dinâmicas. Os intervalos entre as aulas devem ser aproveitados para descansar a voz.

2. Falar para pequenos grupos

Intercalar momentos de falar  para toda sala e de falar para pequenos grupos, assim há maior equilíbrio na exigência vocal.

3. Hidratação

Observe a qualidade da saliva e da urina para verificar a hidratação do corpo. A qualidade da saliva não deve ser pegajosa e nem escassa, assim como a urina não deve ter odor e coloração fortes Para hidratar-se beba: água, água naturalmente aromatizada com frutas, chás naturais de ervas frescas.

4. Cuidar da alimentação

Evite alimentos: pesados e de difícil digestão (condimentados),  que provoquem sede (bebidas alcóolicas e alimentos salgados), que estimulem o refluxo gastroesofágico (café, chocolate e alimentos ácidos) e que deixem a saliva viscosa (derivados de chocolate e leite).

5. Cuidar da saúde geral

Doenças respiratórias, gástricas, neurológicas e outras tendem a prejudicar a qualidade da voz.

6. Falar alto, mas não gritar

O professor precisa ter voz forte para ser ouvido, o que requer exercícios vocais específicos para suportar tal atividade. Entretanto, deve evitar gritar para não danificar as pregas vocais. Professores que precisam de uma voz ainda mais forte, como os professores de educação física, devem fazê-lo com suporte respiratório adequado para maior proteção.

7. Gerenciar estresse

O estresse faz parte da vida, interfere nas emoções e deve ser gerenciado para não causar prejuízos à saúde. A voz é altamente influenciada pelas emoções.  Compreender as emoções,  praticar atividades físicas e outras atividades que gerem bem estar ajudam a manter a saúde emocional.

8. Gerenciar emoções nocivas

Ansiedade, raiva, medo, angústia, tristeza e outras se manifestam pela voz alterando seus parâmetros de bom funcionamento. Tais sentimentos devem ser monitorados e tratados, se necessário.

9. Cuidar da qualidade do sono

A voz é produzida por diversas ações neuromusculares que precisam de repouso adequado e eficiente para se restabelecerem.

10. Utilizar recursos acústicos

Em sala de aula, procure encontrar o local que faz sua voz ser projetada com maior facilidade. Janelas e portas fechadas reduzem o ruído externo “economizando” a voz.  Equipamentos muito barulhentos também aumentam o esforço para falar.

11. Utilizar recursos vocais e não vocais para encantar seus alunos

Como ser interessante aos olhos dos alunos? Um boa oratória tem seu valor.  Ênfases vocais dadas às palavras certas, expressões faciais e corporais realçam a informação e chamam a atenção dos alunos. Trabalhar o discurso para que seja rico, preciso e que tenha objetividade ajudam a diminuir o tempo de exposição falando, pois aumentam o foco e a compreensão dos interlocutores.

12. Utilizar estratégias não vocais para solicitar silêncio

Encontrar estratégias para pedir silêncio da turma sem ter que elevar a voz. Cada professor sabe o que funciona nesse momento. Para os alunos pequenos, valem os “combinados”, tempo para que descansem, sinalização e estratégias de parceria. Para os alunos maiores, costumo sugerir a conscientização sobre o processo de comunicação e a importância da escuta consciente. Para ambos, vale compreender as causas do excesso de conversa no momento de ouvir.

13. Utilizar amplificação sonora

Podem ser utilizados sistemas de microfone e amplificação sonora fixos (que pertencem à sala de aula) ou portáteis ( que o professor pode levar de um espaço para outro) para  minimizar a sobrecarga vocal. Entretanto, como o microfone amplifica o sinal que recebe,  muitos professores devem conhecer técnicas vocais, pois uma voz de má qualidade, ao ser amplificada por microfone, se tornará mais audível, mas ainda permanecerá ruim e dificultando a compreensão por parte de quem ouve.

14. Seja consciente com sua voz fora de sala de aula

Profissional da voz deve se cuidar sempre: em horários de trabalho e de lazer.

15. Monitore sua voz

Todo profissional da voz, como o professor, deve ser avaliado periodicamente por otorrinolaringologista e fonoaudiólogo especialistas na área de laringe e voz, respectivamente.   É necessário, a partir de avaliação, estabelecer um programa personalizado com  técnicas vocais adequadas ao uso e às necessidades de cada profissional.

Feliz dia do Professor!

Abraço,

Ana

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Por que contar suas próprias histórias?

Todo mundo tem uma boa história para contar. Qual é a sua?

Você deve estar se perguntando: “por que isso agora”? E a resposta é que suas histórias têm um potencial enorme de lhe trazerem credibilidade e de servirem de base para persuadir seu interlocutor sobre as ideias, propostas, produtos e serviços que você tem a oferecer. O nome disso? Storytelling.

Há muito tempo, o mundo da ficção nos fascina. Histórias do cinema, novelas, teatro, séries e livros continuam nos seduzindo, nos encantando e prendendo a nossa atenção.

O mercado de marketing entendeu isso tão bem que passou empregar todo esse poder em suas campanhas publicitárias. Note que algumas campanhas nem exploram o produto em si, mas se aprofundam na história e nas sensações que o envolvem. Quer um exemplo?   Muitas propagandas de carro não mostram todos os recursos que o carro oferece, mas mostram a estrada, a companhia da viagem, a sensação de chegar, o sol atrás da montanha e por aí vai. O consumidor vai à loja conhecer o produto, após ter se identificado com toda a emoção da narrativa. Poderoso, não?

Outras áreas da comunicação também têm se apropriado desse recurso para ganhar a atenção de seu público, e conseguir bons resultados, como programas de TV, programas eleitorais e palestras.

O enredo nos atrai, o clássico começo que passa pelo meio e termina no fim. Basta lançar introduções como “um dia eu estava passando por”,  “tem coisas na vida que a gente fica sem entender” ou “tem algo sobre mim que eu preciso dizer a vocês” (essa última, então, é infalível) para, literalmente, “laçar” o ouvinte.

Todos esses recursos, acompanhados de estratégias vocais e não verbais, quando aplicados às histórias que de fato nos aconteceram, nos expõem de uma forma original, verdadeira e sincera aos olhos (e aos ouvidos) do nosso interlocutor. Nos aproximam, portanto, da credibilidade, da empatia e do respeito alheio.

Uma vez que as pessoas acreditam na nossa história, e passam a conhecer um pouco da nossa vida, é provável que acreditem em nós e que nossas ofertas sejam recebidas com maior apreço.

A vida é uma fonte inesgotável de acontecimentos que podem se tornar interessantes  narrativas a serem compartilhadas a fim de inspirar e persuadir outras pessoas.

Aproveitem o storytelling para oferecerem seu melhor e exercerem influências do bem. Não vale inventar, pois a verdade é convincente, mas a mentira tem seus furos. Contudo, isso é assunto para uma próxima pauta.

Abraço,

Ana

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Falar em público: dê força para a coragem e não para o medo

Falar em público deixa as pessoas tensas. O fato é tão comum que recebeu até um nome na lista das fobias mais comuns do ser humano: glossofobia. Se isso acontece com você, não se desespere.

Sentir-se ansioso antes de uma apresentação é normal. São muitos os fatores que estão envolvidos e entre eles está o objetivo de conquistar o público. Afinal, nos preparamos tanto para que o outro nos compreenda, nos aceite e preferencialmente “adote” nossas ideias.

Em contrapartida, alcançar esse objetivo traz insegurança. – E se eu, por algum detalhe, não agradar?

Na enquete da semana passada nas minhas redes sociais, perguntei qual destes três motivos justificava tal nervosismo:

  1. Pouco conhecimento sobre o assunto;
  2. Dificuldade para elaborar a apresentação;
  3. Falta de autocontrole.

A resposta mais votada foi a terceira, seguida da segunda.

Por questões neurolinguísticas, evito focar no medo, prefiro focar em como alcançar a coragem. As três alternativas são imprescindíveis para acessar o bom desempenho ao falar em público e, naturalmente, conquistar o interlocutor. Nesse artigo, vou me dedicar à resposta que mais preocupou meus seguidores.

Falta de autocontrole realmente prejudica a performance comunicativa. E muito.

A ansiedade nasce nos nossos pensamentos. O autor Jacob Petry, em suas aulas virtuais sobre o livro “As 16 leis do sucesso”, diz que é preciso escolher pensamentos voluntários ao invés de deixar que pensamentos involuntários assumam o comando da nossa vida.

Escolher o que pensar. Aqui está um excelente recurso!

Monitore seus pensamentos e veja se são úteis ou não. Pensar “eu não vou conseguir” pode ser útil se lhe mostrar o que há para ser melhorado no seu planejamento, mas pode não ser útil se for um pensamento involuntário após um planejamento impecável. Nesse caso, substitua a frase do pensamento para “tenho tudo para ir bem”, pois esse sim é um pensamento útil e voluntário.

Costumo dizer que o momento da apresentação é de atenção máxima. Não conseguimos pensar em algo diferente do que aquilo que está acontecendo ali. O modo piloto automático é desativado e o modo atenção plena se ativa. Portanto, se você se preparou, com interessantes pesquisas, elaboração de ótimo roteiro, escolheu recursos que vão valorizar seu conteúdo, direcionou seus argumentos para o perfil do seu público e treinou, é o momento de agir sobre seus pensamentos. Seja focado em pensar no que irá lhe ajudar e não no que irá lhe sabotar.

Simplista? Não, grandioso.

Abraço, Ana.

 

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Para saber mais sobre o autor citado no artigo: http://www.youtube.com/jacobpetry1